quinta-feira, 21 de junho de 2007

Poemas IV




QUANDO A SAUDADE APERTA


Em dias que tenho saudades tuas,
Escondo-me,
Isolo-me,
Tento esquecer,
Que o mundo existe,
E depois,
Sozinho,
Triste,
Sinto-me destroçado,
Por isso fecho os olhos,
Sim
Fecho o meu olhar sereno,
Sobre o mundo,
E isolo-me,
Num mundo só meu,
Onde vivo em coma,
Sem ligar ao mundo lá fora,
Esse onde matar e morrer são palavras de ordem,
Onde reina a desordem,
Onde os governos falam de uma nova ordem,
Onde as mentes loucas dos considerados sãos,
Explodem de loucura,
Onde a doença e a fome,
São o pão de cada dia,
Mas eu no meu mundo,
Consigo,
Sim,
Consigo livrar-me,
De um mundo imundo,
De um buraco fundo,
De um buraco negro sem fundo,
E achar uma pequena luz,
Uma que me salva desse mundo,
Uma luz que me traz recordações,
Recordações que não quero perder,
Para sempre que te vir,
Acabe por feliz me sentir,
Sim rir,
Correr para ti,
E em meus braços apertar-te,
Sentir-te,
Tocar-te,
Amar-te,
E para que essa luz que és tu,
Não se extinga,
Tenho de continuar sempre,
A isolar-me,
Para sempre poder o nosso amor recordar,
Quando na minha fria cama me deitar...


QUERO MAIS


Quanto mais me recordo,
Mais vontade tenho de te ver,
De te sentir,
De te voltar a tocar,
Mas isso é para mim,
Uma missão impossível,
Que faz de mim um louco incorrigível,
Que não consegue parar,
Que só pára para morrer,
Mas não é tempo de morrer,
É sim tempo de correr,
Sim,
Correr para ti,
Correr sem parar,
Sem ficar parado,
A olhar o passado,
É querer correr para ti,
Para te voltar a ver,
Para te poder dizer,
Que te amo,
E que não te quero nunca perder,
Nunca esquecer,
Nunca esquecer esse amor que me fez viver,
Que me fez crescer,
Que me fez saber o que é amar,
Amar de verdade,
Pois não é mais que obter,
Liberdade,
Liberdade de pensar,
Liberdade de sentir e curar,
Liberdade de me realizar...


TU E EU


Tu e eu,
Andando pelo mundo,
Pisando um chão imundo,
Sob olhares repreensivos,
Aos quais não ficamos cativos,
Olhares de mentes obscuras,
Cheias de trágicas loucuras,
Que fazem do nosso amor,
Blasfémia,
Pois não sabem o que é amar,
Pois não sabem viver,
E continuar,
Sempre a amar,
Que não amam nem sentem,
Que ao amor negam,
E por isso à vida mentem,
Pena...
Sim,
Pena é o que sinto,
De quem vive sem amar,
Que acaba por morrer,
Sem o amor conhecer,
Desses sim,
Tenho pena...
Uma pena de escrever,
Uma pena que desabafa,
Um papel,
Onde posso libertar,
O meu sentir mais profundo,
Esse do tamanho do mundo,
Um mundo grande,
Que inunda o meu pensamento,
A minha mente,
Que me faz sentir profundamente,
A dor do amor,
Uma dor de morte,
Uma dor que me tira o vigor,
Que borbulha no meu amor,
Um amor sofredor,
Que arde,
Que queima,
Que me queima,
Que me marca como um ferro em brasa...


É PRECISO TER AMOR

Os que já amaram,
Que o seu amor já expressaram,
Dizem que afinal,
O amor não é um mar de rosas,
Dizem-nos para viver sem amar,
Dizem-nos que mais vale viver pelo dinheiro,
Do que amar e ser pobre,
Mas mais vale amar e ser pobre,
Do que viver friamente,
Como quem não sabe o que sente,
Que a sua sabedoria,
Uma de mente vazia,
Não sinta,
Que não sabe o quão difícil é,
Viver sem amar,
Quando no vigor da idade,
Os jovens precisam de as suas emoções trocar,
Sim,
Nós não podemos viver,
Sem nada ver,
Sem nada sentir,
Não,
Pois isso seria para nós,
Morrer...


ÓDIO


Sobre um mar de ódio,
Onde ninguém escapa a tal mal,
O nosso amor paira,
Sem se contagiar,
Sem se envolver,
Nas malhas frias e repugnantes do ódio...


ÓDIO O QUE ÉS


O ódio,
Pode destruir um lar,
É um mal que não parece destruir,
Mas pouco a pouco,
Corrói,
Destrói,
Enfim é uma dor que a todos nos faz sentir,

SÓ TU

Por vezes penso,
Por vezes sonho,
Não sei o que fazer,
Perdi a vontade de comer,
Acho que estou a morrer,
Eu sinto,
Que o meu coração está a parar de bater,
Mas eu quero viver,
Eu não te posso perder,
Eu tenho de te voltar a ver,
Só assim poderei viver,
Sem te ver,
Sem te sentir,
Acabo por me deixar dormir,
No meu leito,
Choravam aqueles que tinham sentido a minha dor,
A dor do meu amor...


NÃO SER AMADO

Agora,
Só voltei para te dizer,
Adeus,
Não posso mais viver,
A amar sem ser amado,
Não posso,
Não
Não posso correr e ficar parado,
Não,
Não posso...
...só depois,
Acabo por pensar,
Por me relembrar,
Por me deixar levar nas recordações,
De me deixar passar as emoções,
De viver sem acção,
Cheio de dores de coração...


SOU FELIZ

Perdi a noção do tempo,
Enquanto me recordava,
Foi só quando o coração bateu mais rápido,
Que senti que ainda estava ali,
Quando te vi,
Não sei o que senti,
Foi como um fogo,
Que me marcou,
Um fogo que marcou a minha vida,
A ter vontade de viver,
Feliz,
Sem ter de te esquecer,
Sim,
Não te quero perder,
Sem ter de te esquecer,
Sem ter de te perder na minha vida,
Essa tão longa estrada,
A vida...

TENTO SONHAR

Quando tento sonhar,
Acabo sempre por pensar,
Se algum dia te vou amar,
Quando acordo,
Sinto um fogo ardente,
Um fogo que me queima,
Um fogo inteligente,
Que marca com dor,
Sábia e deslumbrante...

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